Oscar Wilde
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Sobre Oscar Wilde

Nome: Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde

Nacionalidade: Irlandês

16 de outubro de 1854, Dublin, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda (atual Irlanda) e faleceu a 30 de novembro de 1900 em Paris, França.

Escritor, poeta e dramaturgo







Frases de Oscar Wilde

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oscar wilde atos caracter dia

Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caracter.

oscar wilde boas intencoes

As boas intenções têm sido a ruína do mundo. As únicas pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma.

oscar wilde falatorio mundo

Só há no mundo uma coisa pior do que ser objecto de falatórios : é não o ser.

oscar wilde homens bons maridos

Os homens ficam terrivelmente chatos quando são bons maridos, e abominavelmente convencidos quando não o são.

oscar wilde homens mulheres

Os homens casam-se por fadiga, as mulheres por curiosidade; ambos se desiludem.

oscar wilde maquilhagem rosto

A maquilhagem diz-nos mais que o rosto.

oscar-wilde-matrimonio-experiencia

O matromónio é uma experiência, e cada experiência tem o seu preço.

oscar wilde pessoa pessimista

O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.

oscar wilde pessoas criticar algo

Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo.

oscar wilde pouca sinceridade

Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal.

oscar wilde romance casamento

O casamento é o fim do romance e o começo da história.

oscar-wilde-velhos-jovens

Os velhos acreditam em tudo, as pessoas de meia idade suspeitam de tudo, os jovens sabem tudo.

oscar wilde viver raro mundo

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.







Oscar Wilde - Sites Relevantes


eBiografia : Biografia de Oscar Wilde.

Wikipédia : Acerca de Oscar Wilde.





Textos de Oscar Wilde


O Medo De Nós Próprios

Acredito que se um homem vivesse a sua vida plenamente, desse forma a cada sentimento, expessão a cada pensamento, realidade a cada sonho, acredito que o mundo beneficiaria de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos todas as doenças da época medieval e regressaríamos ao ideal helénico, possivelmente até a algo mais depurado e mais rico do que o ideal helénico. Mas o mais corajoso homem entre nós tem medo de si próprio. A mutilação do selvagem sobrevive tragicamente na autonegação que nos corrompe a vida. Somos castigados pelas nossas renúncias. Cada impulso que tentamos estrangular germina no cérebro e envenena-nos. O corpo peca uma vez, e acaba com o pecado, porque a acção é um modo de expurgação. Nada mais permanece do que a lembrança de um prazer, ou o luxo de um remorso. A única maneira de nos livrarmos de uma tentação é cedermos-lhe. Se lhe resistirmos, a nossa alma adoece com o anseio das coisas que se proibiu, com o desejo daquilo que as suas monstruosas leis tornaram monstruoso e ilegal. Já se disse que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. É também no cérebro, e apenas neste, que ocorrem os grandes pecados do mundo.


Não Tenhas Medo do Passado

Não tenhas medo do passado. Se as pessoas te disserem que ele é irrevogável, não acredites nelas. O passado, o presente e o futuro não são mais do que um momento na perspectiva de Deus, a perspectiva na qual deveríamos tentar viver. O tempo e o espaço, a sucessão e a extensão, são meras condições acidentais do pensamento. A imaginação pode transcendê-las, e mais, numa esfera livre de existências ideais. Também as coisas são na sua essência aquilo em que decidimos torná-las. Uma coisa é segundo o modo como olhamos para ela.


Quem Poderá Calcular a Órbita da sua Própria Alma?

As pessoas cujo desejo é unicamente a auto-realização, nunca sabem para onde se dirigem. Não podem saber. Numa das acepções da palavra, é obviamente necessário, como o oráculo grego afirmava, conhecermo-nos a nós próprios. É a primeira realização do conhecimento. Mas reconhecer que a alma de um homem é incognoscível é a maior proeza da sabedoria. O derradeiro mistério somos nós próprios. Depois de termos pesado o Sol e medido os passos da Lua e delineado minuciosamente os sete céus, estrela a estrela, restamos ainda nós próprios. Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma?


O Dever Para Nós Próprios

Influenciar uma pessoa é dar-lhe a nossa própria alma. O indivíduo deixa de pensar com os seus próprios pensamentos ou de arder com as suas próprias paixões. As suas virtudes não lhe são naturais. Os seus pecados, se é que existe tal coisa, são tomados de empréstimo. Torna-se o eco de uma música alheia, o actor de um papel que não foi escrito para ele. O objectivo da vida é o desenvolvimento próprio, a total percepção da própria natureza, é para isso que cada um de nós vem ao mundo. Hoje em dia as pessoas têm medo de si próprias. Esqueceram o maior de todos os deveres, o dever para consigo mesmos. É verdade que são caridosas. Alimentam os esfomeados e vestem os pobres. Mas as suas próprias almas morrem de fome e estão nuas. A coragem desapareceu da nossa raça e se calhar nunca a tivemos realmente. O temor à sociedade, que é a base da moal, e o temor a Deus, que é o segredo da religião, são as duas coisas que nos governam.