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" Sermões Sociais "

Sermões Sociais by Luis Miguel Neves Mateus

Título : Sermões Sociais

Género : Poesia

Páginas : 68

Preço : 9 €

 

Informações / Comprar :

mail@melhores-sites.pt

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Ficha técnica:

Título: Sermões Sociais

Autor: Luis Mateus

Todos os direitos reservados © 2017 by Luis Mateus

Impressão: VRI - Varzea da Rainha

Design de capa: Marta Mateus

Revisão: Sandra Pena

1ª edição: Março de 2017

 

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Nota Poética

Neste novo livro do Poeta Luis Mateus, “Sermões Sociais”, para o qual fui convidada a escrever uma breve nota, o que muito me honrou, o autor tem a sua marca orientalista, no sentido de realçar os problemas da sociedade e valores do ser humano. Mas, o Poeta não é um mero contador de histórias. Os desencantos do mundo fazem-se aqui sentir na força com que nos transmite os desabafos e esperanças de uma sociedade melhor, nas suas belas e singulares criações, adensando, assim, a sua poética com enorme sensibilidade e originalidade. Nestas poucas palavras, convido o leitor a descobrir o enorme potencial poético e crítico sobre os problemas de todos nós, neste livro que nos fascina.

Marta Carapinha Mateus

 

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Prefácio

“Que fiéis amigos conservais,

Daqueles que o tempo não levou,

Dos que calam dores tais,

Que a própria dor já calcinou?”

 

Caros leitores:

Encontramo-nos à volta de uma obra literária produzida por um autor que, em tempos passados, vi escrever com sentimento, criatividade, ousadia e sobretudo originalidade. E foi então que lhe perguntei porque ainda não tinha editado um livro. Percorrendo as páginas de “Sermões Sociais”, encanto-me com os poemas de Luis Mateus, um Poeta capaz de enxergar os problemas da sociedade e proclamar com doçura e firmeza a sua verdade através da poesia. O livro que ora vos apresento, reúne poemas, essencialmente em oitavas, sobre os oito maiores poderes da nossa sociedade e também sobre valores e peculiaridades do ser humano. O autor, que não se declara Poeta, antes escritor de versos, é dono de um estilo muito próprio e com uma bagagem literária que nos impressiona pela maneira como pinta e canta os seus escritos, como denunciam as poesias “Batalhas da nossa cama” ou “Casamento no trilho certo ou errado?”. Assim como eu, espero que todos captem a essência singular que o autor transpôs em tão bela obra. Deixem-me terminar, a ouvir a voz do Poeta a cantar:

“Que por vossos sangues e raízes

Segurem vós a corda de valores

Tradições, histórias e cicatrizes

Dos vossos estimados amores.”

João Vaz

 

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I
Sermões Sociais

A vós, dar-vos quero,
Sermões sociais que penso
Da sociedade que espero
Melhor e à qual pertenço,
Num opinar sincero
E rimar intenso.

-x-

I.I À Classe Política

Quanta da vossa governação
Nos inclina a cabeça à guilhotina?
Carrascos da nossa punição,
Que por vossa fraca doutrina,
Sobre nós pesa a condição
Da morte lenta, pesada sina
De sermos por vós engolidos
Mastigados e esquecidos!

(versão completa são 8 oitavas)

-x-

I.II À Educação

Sereis vós bons lapidadores?
Tendes na honra um sorriso?
Ou sois apenas predadores
Do tostão que vos é preciso?
Plantais espinhos ou flores?
Quereis nadas ou o paraíso?
Aspirai ser Deus todos os dias
E eternidade em vossas crias!

(...)

-x-

I.III À Saúde

Do ofício sois “pai-zelador”,
De todos o de maior grandeza,
Que espalha flores, cura e calor,
Pelos jardins da natureza
Dada pelo supremo criador!
Almas vossas, com toda a certeza
Tereis do céu alta recompensa
Pela entrega a tamanha crença!

(...)

-x-

I.IV Aos Jovens

Jovens e idosos, que pintores!
Um pinta uma cor, com vigor,
O outro, muitas, com dores!
Pinceladas que levais de amor
Não são reparos, são flores
A vós dadas pelo professor
A quem chamais rude!
Venha capataz que vos mude!

(...)

-x-

I.V À Justiça

Justiceiros de negras vestimentas,
Cujo martelo a ordem concerta,
Dai cor a justiças cinzentas
Que vossa justiça acoberta.
São as esperas rabugentas
E coações com porta aberta,
Que a lei cobre de escuro manto,
Lesando o pecador e o santo.

(...)

-x-

I.VI À Igreja

Mão de Deus, por que causa te moves?
Amparas pobres almas e criancinhas?
Que guerras, que pazes promoves?
Diferencias abutres e andorinhas?
Tempestade, em cima de quem choves?
De palácios ou pobres casinhas?
Mão divina, porque não ajudas
E nos faltas como Judas?

(...)

-x-

I.VII Aos Patrões

Quem tendes sob o vosso charme?
Quem a tudo erguido vai e corre
Ou fraco, que em forte se arme
Diante de quem quase morre?
Pensai, antes de qualquer alarme
Em quem ajuda, quem vos socorre,
Quem vos pode causar feridas,
Duras ou ligeiras e consentidas.

(...)

-x-

I.VIII Aos Mídia

Vós, que à sociedade delirante
Ides opinando e decidindo
O que é cristal ou diamante,
As verdades vão diminuindo
Por vossa libertinagem errante.
Zelosamente vós intervindo,
Criticai com justeza assim
Dizendo o que é bom ou ruim.

(...)

(cada uma das 8 categorias tem 8 oitavas)

 

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II
Valores e Peculiaridades

Aqui se esmiúçam qualidades,
Se esfarelam defeitos,
A bem das verdades
Somos seres imperfeitos.
Cresçamos porque metades
São meados de satisfeitos.

-x-

Batalhas da nossa cama

Vem quente, linda, com o cio!
Traz os teus olhos de serpente!
Vem inocente, com desbocado feitio,
Assim te espero impaciente.
Serei teu lobo faminto vadio
Até meu malho leiteiro ficar impotente!
E que expluda a cama em euforia,
De tanto clímax, tanta pornografia!

Quero a tua língua indecente
Em gritos e gemidos alucinados,
Senti-la invadir meu corpo ardente
Por entre algemas e cadeados.
Ficar com carnes firmes e potente,
Pra te possuir de todos os lados.

Vem em labaredas, nu integral,
Saciar-me por entre tuas fendas.
Vem-te desmedida, como habitual!
Quero-te meiga, bruta, olhos com vendas,
Pra desvendares meu longo punhal,
E luxúrias e tesões serão tuas prendas.

Bebe deste meu vinho imoral
Em minhas uvas penduradas.
Em nome do prazer carnal
E almas no amor viciadas,
Celebremos por anos este ritual
Dos entardeceres às madrugadas.
E que sempre na tua companhia
Adormeça assim a minha poesia.

Batalhas estas da nossa cama,
Sejam do amor o único drama.

-x-

O fado mais bem feito

Cai a noite, nasce a lua,
Finda o dia e nascemos nós!
Sopra o vento que apazigua
A minha alma e a tua
Enquanto estamos a sós!

Sob o luar mais perfeito,
Cantamos a uma só voz
O fado mais bem feito
Deste amor insuspeito,
Não querendo ficar sós!

Vai-se a lua, o galo canta,
Nasce o dia e ficamos sós!
Solidão que se agiganta
Até vir a lua santa
E de novo sermos ‘nós’!

-x-

Amigos, são estrelas, sóis com ouvidos

Amigos, são estrelas, sóis com ouvidos,
Que nos dão ombros, calor e luz;
São tesouros, frutos amadurecidos
Por laços que a amizade produz
Em entregas de afetos e gemidos
Como Cristo se entregou à cruz.
Laços por punhais desfeitos,
Jamais serão mantidos ou refeitos.

Que fiéis amigos conservais,
Daqueles que o tempo não levou,
Dos que calam dores tais,
Que a própria dor já calcinou?
Teriam sido cartas ou postais,
Cantares que ninguém cantou
Ou arrogâncias não contidas
Que causaram vossas feridas?

Quem por vós tem molhado os pés?
Que cimento vos une, vos apega?
Em tempestades e vorazes marés,
Por onde a amizade navega,
Quem salva quem, do revés?
Quem é o carregado e quem carrega?
Suores e lágrimas por vós secadas
São anjos, amizades somadas.

(...)

 

Índice da Versão Completa


Ficha técnica ... 4
Nota poética ... 7
Prefácio ... 9
(John Wesley) ... 13
Ser poeta: Deus dos enredos e do tempo ... 14
Sou trovador velhaco ... 15

I Sermões Sociais ... 16
I.I À Classe Política ... 17
I.II À Educação ... 20
I.III À Saúde ... 23
I.IV Aos Jovens ... 26
I.V À Justiça ... 29
I.VI À Igreja ... 32
I.VII Aos Patrões ... 35
I.VIII Aos Mídia ... 38

II Valores e Peculiaridades ... 42
Amor, solução de todos os conflitos ... 43
Batalhas da nossa cama ... 44
Pobre passarinho ... 46
O fado mais bem feito ... 47
As filhas dos escritores ... 48
Família, fonte da vida, da motivação ... 49
Amigos, são estrelas, sóis com ouvidos ... 50
Casamento no trilho certo ou errado? ... 51

Altruísmo azul ... 52
Humildade de sabedoria aprendida ... 53
Liberdade a pedir e nada poder! ... 54
Velhice no ponto final ... 55
Felicidade que pedes à lua! ... 56
Muro das lamentações ... 57
Boas maneiras quebram barreiras ... 58
Honestidade de São Bento ... 58
Falsidade a dançar a valsa ... 59
Disciplina do antigamente ... 60
Exemplo que não cabe em verso ... 60
Competência, esse raro valor ... 61
Carácter do lobo ... 61
Motivação de outras vindimas ... 62
Orgulhos que encardem a brancura ... 62
Quem não pecou, atire o seixo! ... 63
Que chá dar ao preconceito? ... 63
Morte por entre dedos ... 64
A flor de lótus almejada ... 64
O forte cai e corre ... 65

Dedicado a quem já partiu ... 66

 
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