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Poesia & Prosa : 2018

Luis Mateus luis mateus

 
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o-papelinho-que-te-namora

O papelinho que te namora... (22~Dezembro)

Tão certo como o amor que te darei
É a minha vontade de te rimar!
Mas rimar não sei...
Mas posso tentar!
Venho-te assim dizer,
O que esconde o meu coração.
Quando estou contigo,
Horas parecem segundos,
E segundos são profundos
Sonhos em que te oiço e digo:
És anjo a quem posso falar,
Rir e porque não chorar!
És ser iluminado!
Talvez verde e com antenas...
Como eu, assustado...
Apenas...
Não pensei ser ainda capaz
De falar do que o amor me faz,
De sentir o que me fazes,
De conseguir fazer as pazes
Com o sentimento de amar...
E o imponente universo,
Que uniu forças pra nos juntar,
Escreveu verso atrás de verso,
Para que possamos afagar
Este amor controverso...
Lê com carinho e atenção
Este papelinho que te namora
E se quiseres ou talvez não,
Depois...
Deita-o fora...

Luis Mateus

 

*** ! ***

 

como é que se diz isto a alguém

Como é que se diz isto a alguém? (20~Dezembro)

Diz-me com que olhos te devo falar?
Se com os que tenho,
Ou com os que t’estão a deixar?
Que poções tenho de beber?
Que marés devo navegar
P’ra que possas entender!

Palavras são pedradas!
Perguntas vazias...
Respostas não dadas…
Resvalámos, sem saber
Que a dor é deste tamanho
E não da que devia ser!
Como olhar um olhar caído?
Como pedir que sorrias,
Se sorrir não faz sentido?
Como dizer a um coração,
Que metade de ti nos une,
Mas a outra não!

Como é que se diz isto a alguém?
Como dizer o que não se diz a ninguém?
Que o fim vai começar...

Luis Mateus

 

*** ! ***

 

o meu amor é verde

O meu amor é verde! (19~Dezembro)

Uma bela flor em negro vaso...
É em todas as cores ver só uma;
É ser salvo, por quem nos afunda;
É o tanto, que sabe a tão pouco;
É o demónio em paz e o anjo louco;
É a angustia em protesto;
É o doce ser amargo e indegesto;
É o perto que fica demorado;
É ser maquinista desgovernado;
É o riso tremido;
É gritar sem ser ouvido;
É não ter asas e voar;
É ver mas também é cegar;
É ficar tolo e ajoelhado,
Não saber o que é certo ou errado;
É o coração que fica refém
Da rosa que vai e do beijo que vem;
É por vontade ser acorrentado;
É ser verde e aprisionado
Ao universo que quer juntar,
Até quem já tinha deixado...
De acreditar!
Nesta calçada da prosa aqui digo,
Sentindo frio, sede e dor constante,
Que verde é o meu castigo...
E é por tudo isto que doravante,
No meu universo profano,
O meu amor é marciano...
Talvez verde e com antenas...
... como eu...

Luis Mateus

 

*** ! ***

 

o tempo que tudo mudas

Ó tempo que tudo mudas... (17~Dezembro)

Amores em desamores,
Luxúrias em paixões,
Alegrias em dores,
Conflitos em perdões
Ou aflitos em salvadores de fraca salvação...
Ternuras em obsessões,
Que viraram feijões
Porque algo cresceu e a coisa não se deu...
Casinhas em mansões,
Caminhadas em uniões,
Porque o amor uniu o que ainda niguém viu...
E telas em pintores,
Mudos em tenores,
Pedras em corações
Ou gigantes em anões que perceberam...
Que o tempo não muda
O que é verdadeiro...

Luis Mateus

 

*** ! ***

 

bem haja

Bem haja! (17~Dezembro)

Por cantares
Sempre que pedi...
Por me ressuscitares
As vezes que morri...
És anjo e sol,
És guia e farol
Porque lá do céu
Não és juiz,
Nem eu sou réu
Do que faço ou fiz.
Apenas ergues o véu
E falas-me...
E eu oiço
O que o sol me diz!
E em quaisquer mares
Daqui ou d'além,
Se chorares,
Chorarei também!

Luis Mateus

 

*** ! ***

 

uma casinha

Uma casinha... (14~Dezembro)

Vem construir uma casinha,
Uma pedra tua, outra minha...
Danças tu, canto eu
Um fado que nasceu
Nãi sei donde, nem porquê...
É coisa que não se vê,
Que do céu caiu,
Como alguém que lê
Um livro que não pediu...

Luis Mateus

 

*** ! ***

 

assustas-me

Assustas-me! (09~Dezembro)

É estranho...
O mel das tuas teias,
Abrir-me no peito este lanho....
E corres-me nas veias
Porque és do tamanho
Do que me semeias!
Não sabia que era assim!
O bom também é ruim!
E padeço baixinho
E às vezes desalinho
Porque cheiras a rubi,
Nirvana, amor e um ninho...
Porque a tua alma sorri
E tem um pedacinho
De tudo o que eu pedi...
E é por o meu santinho
Gostar assim do teu...
Que me assustas...

Luis Mateus

 

*** ! ***

 

vive antes de morrer

Vive antes de morrer ... (15~Novembro)

Vénias...
Ao que deixa saudade,
Ao derrotado com dignidade,
A quem arrisca e petisca,
Ao sexo com faísca,
Ao pecado a recordar,
A quem ganha antes de gastar,
A quem tenta antes de desistir,
Ao que enfrenta em vez de fugir,
Ao engasgado que falou,
Ao envergonhado que beijou,
À cicatriz do guerreiro,
Ao amor verdadeiro,
Ao que toca o coração,
À loucura e à paixão,
À verdade que foi dita
mesmo não sendo bonita,
A quem te faz bem,
A quem dá o que têm,
À paz promovida,
À consciência erguida,
A quem não é resignado,
Ao que alegra o amargurado,
Ao solidário e à comunhão,
À sensatez e ao perdão...
A quem faz acontecer
E a quem vive antes de morrer!

Luis Mateus

 

*** ! ***

 

amor é

Amor é... (16~Outubro)

O sol querer
Ver a lua beijar
É como dizer
Ao amor que amar
Não irá doer!

Não é ofegação,
Não é palavreado,
Não é adaptação
Nem estar apaixonado,
Amor é zelo e perdão!

Amor é estar à mercê
De um sofrer mudo
Do que a razão não vê,
E acima de tudo
É um não saber porquê!

Luís Mateus

 

*** ! ***

 

ela é esbelta e segura

Ela é esbelta e segura! (01~Outubro)

Divino o teu talento
Em ser quente travessura,
E eu firme e sedento
De tão erótica criatura,
Já em alto comprimento
Por tua doce textura,
Fico aceso e corpulento,
De forte e ágil armadura,
Porque ao sabor do vento
Danças esbelta e segura!

Venha a tua diabrura
Endurecer o meu cimento,
Deitar fogo na fervura
E ora meigo, ora violento,
Nesta nossa escravatura
Serei teu galo barulhento
Até partir a soldadura,
Até ficar sonolento!

Luis Mateus

 
 
 
 
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