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textos de luis mateus

Textos : 2016

Luis Mateus luis mateus

 
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o filtro

O Filtro (12~Maio)

É preciso na vida, dar muito uso ao nosso filtro!
Filtrar, separar o trigo do joio, confiar desconfiando,
ter um, dois, dez ou se preciso cinquenta pés atrás.

Para começar temos de ir às compras. E comprar um filtro da melhor qualidade possível. Pois é com esse filtro que vamos filtrar tudo na nossa vida: amizades, amores, vida profissional, comportamentos, valores, decisões, tudo!
Há que filtrar como os outros se aproximam e se mantém a nosso lado. A reciprocidade que vai havendo, ou não. Os interesses ou objetivos. As ações, o que se vê que é palpável, não o que se ouve, o que disseram. Filtrar as lágrimas dessas pessoas, deixar o filtro perceber se são de crocodilo ou genuínas. Já agora recomendo um extra importante na compra do teu filtro: Filtro inteligente. Pois os filtros inteligentes detetam gente problemática, mentirosa, cínica, maldosa, as gentes dos esquemas, dos objetivos a qualquer preço, entre outras.
É preciso deixar o filtro fazer o seu trabalho, demorar o seu tempo.
E depois, ouvi-lo e confiar nos seus relatórios conclusivos.
Se o filtro estiver comprometido, avariado, roto ou se for de má qualidade, as nossas decisões, em função do que o filtro concluiu, do que o filtro nos aconselha, serão erradas! E o que começa errado, termina errado, nunca terá um desfecho feliz.

Deixa que o teu filtro te afaste de caminhos que não levam a lado nenhum, de pessoas hipócritas, do incorreto, do desumano, da infelicidade, do desgosto, de gente que usa, de personagens a preto e branco, do pessoal das meias verdades, dos conspiradores disfarçados, de gente arrogante, dos que acham que os defeitos são sempre dos outros, dos apunhaladores de costas, dos doces mentirosos, enfim do que não é bom.

E como resultado, em vez de decepções por falta de uso do filtro, teremos novos caminhos, começos corretos, tropeços que não aconteceram, prioridades que não o eram, prioridades que foram e já não o são, olhares para trás que agora são para a frente, vazios ocupados por futilidade, agora preenchidos com verdades, de pessoas bem resolvidas, que transpiram alegria e bem querer ao próximo.

Não rezes por milagres, não te queixes dos azares, nem esperes ser salvo por ninguém. Salva-te a ti mesmo, usando um bom filtro!
E nas tuas prioridades, coloca o filtro logo a seguir à tua família e ao teu amor próprio.
Se não tens um filtro ou o que tens, não funciona, compra um!
Se está estragado, arranja-o depressa!
Se não o fizeres, vais sofrer, porque aquário sem filtro ou computador sem anti-vírus, a vida vai-te bater forte!
Filtra sempre e não te esqueças de lhe fazer a devida manutenção!
Pouco tempo da tua vida sem um filtro e podes ser dado como morto mesmo antes do teu funeral, pode colocar-te na posição de morreres antes da hora da tua morte!

Luis Mateus

 

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coisas a fazer antes de casar

Coisas a fazer antes de casar... (06~Março)

Casar é uma etapa decisiva na vida de qualquer pessoa. E antes que faça um grande erro na sua vida, vale a pena pensar se sabe o suficiente de si e do seu parceiro, bem como ter a certeza que aproveitou a “solteirice” ao máximo.

Dizem que para se conhecer alguém, minimamente bem, é preciso comer um quilo de sal, juntos. Leva tempo. Muito tempo! Mas, por incrível que pareça muitas pessoas pensam em casar só com umas, sei lá... 50 gramas de sal. O resto vai-se comendo na viagem... Política errada!

O propósito do namoro… convém ter a noção que, este período de relacionamento não serve para passar tempo. Serve para conhecer, afinal de contas, quem se espera que seja o nosso parceiro para o resto da vida. Certo? Simples de perceber, não é? Temos de não deixar a paixão, inicialmente intensa, atrapalhar o raciocínio lógico e o bom senso. Aos vinte anos não se sabe nada da vida, e algumas pessoas nem aos trinta, mas adiante…

Cá vão dois conselhos importantes:

Primeiro: já escutou a opinião de alguém que realmente lhe quer bem? Pai ou mãe por exemplo. Se não,faça-o.

Segundo: esse alguém tem capacidade intelectual e experiência de vida para o aconselhar? Eu por exemplo... não há pessoa que me queira tanto bem como o meu pai, mas se eu precisar de um conselho sobre croché (estou a fazer uma colcha), o meu pai, que o único “ponto” cruz que sabe fazer é no totobola, não iria ser o eleito com certeza!

Comecemos pelo mais importante! Questões que devem ser respondidas individualmente: sabe o que quer da vida? É juntar os trapinhos que vai fazer de si uma pessoa feliz e realizada? Tem noção das privações e do que implica casar? E a tal pessoa, o(a) “escolhido(a)”, já refletiu sobre estas questões? Basta um dos dois estar a dar um passo destes, motivado pelas razões erradas, e o casamento não vai longe!

Questões que devem ser alvo da atenção de ambos: os parceiros correspondem às expectativas amorosas um do outro? Já discutiram se pretendem ter filhos? Se está a pensar casar e ainda não falaram deste assunto é melhor não começar já a pensar na vestimenta e na boda! Há clareza na divisão das obrigações financeiras e nos objetivos de cada um? Pode não ser um problema, mas para muitos casais é um dos maiores, sabia? As preferências e desvaneios sexuais de cada um foram discutidas abertamente? (um pequeno aparte... para além de discutidas, foram realizadas também?) Os medos e fantasias dos parceiros são conhecidos? Conhecem as crenças e a espiritualidade um do outro? Gostam e respeitam o círculo de amigos de ambos? Existe respeito à família de cada um? Até que ponto os pais vão interferir no casamento? Ele(a) não trabalha, não faz nada? Vive à custa dos pais, é preguiçoso(a)? Atenção, porque depois de casar... é igual... só que às tuas custas.

Resumindo... Os parceiros estão certos dos compromissos e obrigações de um casamento, mesmo diante das dificuldades que irão surgir? Estamos cansados de saber que a vida muda depois do casamento. Passamos a dar prioridade à vida a dois e, às vezes, as vontades pessoais ficam em segundo plano. Mas... isso não faz diferença se fizer o que passo a descrever...Ingerir hidratos de carbono: é melhor antes, porque depois eles vão acumulando cada vez mais. Fazer uma viagem internacional ou acampar com amigos: ah pois é!... depois também pode viajar ou acampar, mas as condições são outras, tais como ter o marido/ mulher por perto ou dois filhos a querer destruir... perdão... brincar no acampamento! Romances de verão: Não está à espera de continuar com este hábito, pois não? Apaixonar-se pel apessoa errada (esta é uma das mais fáceis): mais vale antes, do que casar com ele(a). E por falar em casamento… não se pode esquecer de uma boa despedida de solteiro(a). Se não tiver ideias, escolha a sua amizade mais hábil ou “práfrentex” para organizar a coisa em grande. Ter um sexy friend, ou melhor, um amigo disponível para a hora que quiser... mais uma para largar. Pense antes que ao casar, vai ganhar um sexy friend... para toda a vida!! Se não está certa de todos estes itens, volte a ler o texto do princípio, mas agora com o seu parceiro a seu lado. Felicidades!

Luis Mateus

 

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perder uma mae

Perder uma mãe... (??~??)

Um exemplo de mulher, zelo, aprumo, honestidade ou simplicidade. Uma mulher de trabalho, esposa dedicada, extremosa na lida da casa, boa avó, excelente mãe, humilde, generosa, ‘primeiro os outros depois eu’, mãos largas, querida por todos, doce, meiga, linda... Ultima morada: Hospital de Stª Maria. Nunca levei um choque tão grande na vida, como no dia 27 de Junho de 2011 ás 23h45. Foi-se toda a esperança natural de quem não quer aceitar o que o injusto destino já me ia avisando à semanas. Perder uma mãe em muito pouco tempo, sem estar à espera e minimamente preparado, foi como ver areia fina escoar pelos dedos sem conseguir fechar a mão. Falar com o padre da paróquia, a seguir com o bispo, ser encaminhado para o Papa e este dizer para rezar!... É sofrer um drástico golpe ao que o meu pai chama de “núcleo duro”. “O fim do terramoto”, palavras do meu pai. Nunca chorei de maneira tão esquisita e dolorosa! Fiquei manco e tenho medo de ficar sem andar! Não se está preparado para uma rasteira destas, aos vinte, trinta ou quarenta anos!!

Afinal isto não acontece só aos outros! Certamente que me vai ficar para sempre na memória, as ‘viagens’ casa - hospital e vice-versa. O coração aperta ainda nem estacionei o carro no parque. Entro pelo serviço de neurologia a dentro, como que se fosse atrasadíssimo, em passo acelerado! Vezes sem conta perguntei ao incansável do meu pai: “e notícias?” A resposta era sempre a mesma: “Nada de relevante”, “Tudo negativo”, ou pior que isso, falsas expectativas dadas por médicos à nora. Os braços magoados, as mãos sem reação, a respiração fora do normal, os olhos fechados, o chamar pela minha mãe sem resposta! Sentir-lhe o cheiro e pensar se será a ultima vez! A pele gelada, a face deformada... Estamos habituados a ir aos velórios e funerais dos outros, não dos nossos. A indiferença de alguns, as palavras banais e da praxe de outros e o apoio extraordinário de poucos e de um ou outro que não esperávamos! Só quem um dia já passou por isto, sabe dar o valor ou dizer as palavras mais sensatas e acertadas. Nenhumas palavras podem consolar ou amenizar a dor. As lágrimas desobedecem quando temos de as controlar. Estar no velório de alguém como a nossa mãe, é sentir o olhar de pena dos outros queimar a nossa face, é querer estar egoisticamente ali sozinho, mas ao mesmo tempo ter a sala cheia de pessoas queridas, espalhadas por aquele jardim de flores. Perder uma mãe é... sentir frio, sede, dor constante, é o doce ser amargo, é sentimento de culpa pelo que ficou por dizer ou fazer, é ter de ir trabalhar e nos momentos mais difíceis, ter cara normal e mostrar ter a força que todos recomendam, é não gostar de ouvir palavras como “partir” ou “saudade”... é ter desorientação, falta de discernimento, é incapacidade de oferecer proteção contra a dor de pai ou irmã. Perder uma mãe é querer conversar mais com o outro alicerce, sentir a dor do meu pai (foram quarenta anos), tortura o estado de espírito. É andar num constante carrossel de emoções, ora estar a rir com um amigo de uma qualquer situação banal, ora cinco minutos depois, já sozinho, estar completamente na mer..! É estar quase sempre com os mesmos pensamentos presentes, como por exemplo: o facto de já não existir quem me viu nascer e me criou, quem me aturou, quem aparou todas as minhas asneiras. Passam pela cabeça deduções óbvias mas estranhas ao mesmo tempo. Estou numa situação diferente. Os outros tem mãe e eu não! Faz-me confusão estar próximo de algumas mães com quem lido mais regularmente. São mães de amigos ou familiares e eu já não tenho a minha! Queria saber onde estás, se estás bem de saúde e se estás feliz... Queria um sinal teu por mais pequeno que seja. Dava tudo por um beijo teu neste momento. Mas não é possível. Dá vontade de trocar a os adjetivos “duro” ou “difícil” por palavreado impróprio. Apetece-me abraçar um prédio de cem andares e derruba-lo à força!! Mas não se pode. Prefiro pensar que ganhei um anjo da guarda e não lhe quero dar motivos para, onde quer que esteja, ficar triste. Amo-te muito Mãe!

Luis Mateus

 
 
 
 
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