alfabeto portugues


items Items abordados nesta página:

  • Letras do Alfabeto
  • Alfabeto : Definição
  • A origem do alfabeto
  • O alfabeto consonântico
  • O alfabeto semítico
  • O abjad aramaico
  • Alfabetos com Vogais
  • O alfabeto grego
  • O alfabeto latino
  • Referências



Letras do Alfabeto


Letra A

Letra B

Letra C

Letra D

Letra E

Letra F

Letra G

Letra H

Letra I

Letra J

Letra K

Letra L

Letra M

Letra N

Letra O

Letra P

Letra Q

Letra R

Letra S

Letra T

Letra U

Letra V

Letra W

Letra X

Letra Y

Letra Z

Alfabeto : Definição


O alfabeto (ou Abecedário) é uma série de letras de um sistema de escrita, sendo organizado geralmente numa ordem convencionada. Essas letras, quando reunidas, formam palavras. O alfabeto da língua portuguesa é o latino, constituído por 26 letras e é o mais utilizado em todo o mundo.


A origem do alfabeto

origem do alfabeto

O alfabeto teve origem no Antigo Egito, há mais de mil anos, após o início da história da escrita.
O alfabeto consonantal inicial (alfabeto que contém apenas as consoantes) surgiu por volta do ano 2000 a. c., com o intuito de retratar a linguagem usada pelos trabalhadores semitas no Antigo Egito, sendo de salientar que foram os princípios da escrita dos hieroglíficos egípcios que o influenciaram.
A maior parte dos alfabetos, que existem hoje, são descendentes do alfabeto consonantal ou tiveram como inspiração a sua criação.


O alfabeto consonântico


No final do quarto milénio a. c., há mais de seis mil anos, identificou-se dois sistemas de escrita, existentes naquela época na região do Médio Oriente, que foram muito bem fundamentados, sendo eles: os hieróglifos egípcios e o cuneiforme mesopotâmico.
O sistema de escrita cuneiforme mesopotâmico era executado com o auxílio de objetos em forma de cunha, e era com estes que se gravavam os símbolos. Os hieróglifos egípcios eram um sistema de escrita que combinava elementos silábicos, gráficos e alfabéticos. O alfabeto consonântico ou abjad tem como base estes dois sistemas de escrita.
Calcula-se que o sistema de escrita inicial inteiramente alfabético foi desenvolvido mais ou menos em 1850 a.C. por operários semíticos na região egípcia de Sinai. Durante os cinco séculos seguintes foi divulgado para norte e influenciou e inspirou diversos alfabetos atuais do ocidente.


O alfabeto semítico


Ainda não se conseguiu decifrar completamente a escrita proto-sinaítica do Antigo Egito, mas continua a ser indicada como alfabética e deve retratar a linguagem canaanita.
O sistema de escrita semítico não era limitado pelos símbolos das consoante egípcias que existiam, este também incluía os hieróglifos egípcios, contendo na sua totalidade por volta de trinta símbolos e continha ainda nomes relacionados com lugares.
Nesta época a escrita era usada só de vez em quando, tendo-se mantido assim por cinco séculos, até passar a ser utilizada, para uso administrativo, pela região de Canaã (território correspondente às regiões que atualmente são Israel, Cisjordânia, Faixa de Gaza, Líbano, Jordânia e parte da Síria).
Os estados canaanitas que começaram a usar de forma intensiva o alfabeto foram sem dúvida as cidades fenícias, sendo estas especialmente cidades marítimas, que estavam integradas numa rede de comércio internacional, tendo este facto contribuído não só para a divulgação do alfabeto fenício pelas regiões do Mediterrâneo, mas também para que este ocupasse um papel essencial na história.


O abjad aramaico


Tanto o alfabeto aramaico e o alfabeto fenício (tal como o padrão egípcio) apresentavam só consoantes e por isso foram denominados de abjad.
Por outro lado, o alfabeto aramaico, desenvolvido por volta do séc. VIII a. C. tornou-se o sistema de escrita oficial do Império Persa, antecedendo praticamente todos os alfabetos modernos asiáticos, tais como: o alfabeto georgiano, o alfabeto hebreu, o alfabeto sírio e o alfabeto arábico).


Alfabetos com Vogais


Se por um lado alfabeto aramaico se impôs com o Império Persa, o alfabeto fenício foi adotado pelos gregos que por sua vez o adaptaram à sua linguagem, concebendo assim o primeiro alfabeto “verdadeiro”, pois este continha não só consoantes, mas também vogais.


O alfabeto grego


Segundo as lendas da Grécia Antiga o alfabeto fenício foi transportado da Fenícia para a Grécia pelo Rei de Tebas, Cadmo.
Apesar das letras do alfabeto grego serem as mesmas do alfabeto fenício e estarem ordenadas de forma idêntica, não existiam vogais, tornando-se assim difícil a sua utilização, pois para os gregos as vogais eram importantes. No entanto, os gregos, resolveram este problema utilizando algumas das letras consoantes fenícias, que não constavam do alfabeto grego, para representarem o som das letras vogais.
Os gregos usavam como vogais as letras das quais a letra inicial do nome da mesma, em fenício, tinha o som desejado e assim sendo surgiram, por exemplo: o aleph que mais tarde passou a ser a letra A, o epsilon que mais tarde passou a ser a letra E e o omega que mais tarde passou a ser a letra O.
O alfabeto grego usufruiu mais tarde de algumas variantes, como o alfabeto grego ocidental (ou calcídico) usado a oeste da cidade de Atenas e também na Itália meridional, assim como o alfabeto grego oriental, usado principalmente na Ásia Menor (na atual Turquia).
Contudo, foi já no séc. IV a. C. que se desenvolveu a alteração mais importante, ou seja, os gregos resolveram começar a escrever da esquerda para a direita, ao contrário do que acontecia com os semíticos e fenícios que escreviam ao contrário, ou seja, da direita para a esquerda.


O alfabeto latino


O alfabeto grego passou a ser a base de todos os sistemas de escrita da Europa, tendo dado origem ao alfabeto romano ou alfabeto latino e ao alfabeto itálico antigo.
Os latinos (que mais tarde passaram a ser o romanos) habitavam na península itálica e como tinham contato com os etruscos (povo que habitava na região italiana da Toscana), passado algum tempo, adotaram o alfabeto grego ocidental.
Depois de passarem a usar o alfabeto grego ocidental, os latinos modificaram o alfabeto tendo em conta as suas necessidades e também adotaram as seguintes letras etruscas:

  • a letra F, que se pronunciava como |w| dando-lhe o som |f|)
  • a letra S, com representação gráfica diferente da que se usa atualmente, mas já com o mesmo som.
  • a letra P (com o grafismo um pouco diferente), para representar o som |g| do alfabeto grego e o som |k| do alfabeto etrusco.

Todas estas modificações originaram o alfabeto latino que no inicio tinha apenas 21 letras, sendo estas: A | B | C | D | E | F | Z | H | I | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | V e X.
Algum tempo depois, quando o Império Romano conquistou a Grécia, os romanos já usavam as letras C, K e Q para escrever o som |k| e inseriram a letra G com a adição de um traço na letra C. Também voltaram a introduzir a letra Z e adotaram a Letra Y para reproduzir as palavras gregas que, entretanto, foram assimiladas. Assim sendo, o alfabeto latino, no final da Antiguidade e depois na Idade Média, passou a ser composto de 23 letras.
Foi durante a Idade Média que se verificou a introdução de mais três letras:

  • a letra J, que surgiu como uma variante da letra I;
  • a letra U, que se diferencia da letra O por causa do seu som vocálico;
  • a letra W, que teve origem na ligação entre duas letras V, representando principalmente sons de origem germânica).

Também foi nesta altura que também principiaram a surgir, pela primeira vez, as letras minúsculas, que tiveram origem na escrita cursiva romana.
Devido à expansão do Império Romano, o alfabeto latino foi levado para além da península itálica, tanto pelas regiões em volta do Mar Mediterrâneo com línguas originárias do latim, como pelas regiões de línguas germânicas, celtas, bálticas, urálicas e eslavas por causa da expansão do cristianismo ocidental.
A Era dos Descobrimentos levou a que o alfabeto latino fosse divulgado por todos os continentes e sobretudo pela América do Sul, África e Ásia.
O alfabeto latino é, nos dias de hoje, o sistema de escrita mais usado em todo o mundo e também é usado como base do alfabeto português, utilizado para escrever a Língua Portuguesa.


Referências


reference linkAlfabeto - Wikipedia

reference linkAlfabeto - NCultura



Autor do Conteúdo...

Mendes, Filomena. "Alfabeto Português", https://melhores-sites.pt/alfabeto-portugues.html / Acedido em: 2022, Dezembro 20. © Carpeus

Sugestões para esta página?

carpeus@gmail.com